terça-feira, 2 de junho de 2015

Memória Futura

Não passa um dia que não pense neles. Mas bastam-me as memórias, penso eu. Vou vivendo, vou existindo e tudo parece fazer sentido, a vida corre plena. Até voltar a vê-los. E logo se desfaz o novelo da indiferença que revela o que nunca deixei de ser, amigo deles.

Surgiram todos de uma vez, num banquete de cumplicidades difícil de explicar. O Pedro tornou-se PC e com a forma mudou-se também o conteúdo, uma metamorfose de carácter que não descaso da forma alegre e genuína com que nos fomos amando. O tempo fechou este ciclo e espalhou-nos pelo mundo. A tribo fez-se diáspora e as vidas tomaram caminhos diversos, como ramos que brotam de uma mesma raiz.

Mas não deixemos que a nostalgia nos domine e muito menos nos envergonhe. Não somos peças de museu para serem admiradas de quando em vez, mantidas em pedestais poeirentos e reverenciais. O futuro está à nossa espera e é nele que esta amizade pode encontrar novos caminhos e novas formas de honrar aquele passado.


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Pedro "PC"