Não
passa um dia que não pense neles. Mas bastam-me as memórias, penso eu. Vou vivendo, vou existindo e tudo
parece fazer sentido, a vida corre plena. Até voltar a vê-los. E
logo se desfaz o novelo da indiferença que revela o que nunca deixei
de ser, amigo deles.
Surgiram
todos de uma vez, num banquete de cumplicidades difícil de explicar.
O Pedro tornou-se PC e com a forma mudou-se também o conteúdo, uma
metamorfose de carácter que não descaso da forma alegre e genuína
com que nos fomos amando. O tempo fechou este ciclo e
espalhou-nos pelo mundo. A tribo fez-se diáspora e as vidas tomaram
caminhos diversos, como ramos que brotam de uma mesma raiz.
Mas
não deixemos que a nostalgia nos domine e muito menos nos
envergonhe. Não somos peças de museu para serem admiradas de quando
em vez, mantidas em pedestais poeirentos e reverenciais. O futuro
está à nossa espera e é nele que esta amizade pode encontrar novos
caminhos e novas formas de honrar aquele passado.
Pedro
"PC"